Conversa | 15 de Março | 15h - 16h | topo do Parque Eduardo VII
Laboratório | 18, 19 e 20 de Março | 13h - 16h

O
poeta sevilhano António Machado escreveu um dia: “Caminhante, são tuas
pegadas / o caminho e nada mais; / Caminhante, não há caminho, / faz-se
caminho ao andar. / Ao andar se faz o caminho, / e olhando para trás /
vê-se o caminho que nunca / se há-de voltar a pisar. / Caminhante não há
caminho/ somente estelas no mar.” (tradução minha).
A
este poema uma resposta possível é a do compositor italiano Luigi Nono,
com a obra “Hay que caminar sonando” (Há que caminhar sonhando). Para as
três sessões que orientarei na FIA deste ano, trarei um conjunto de
obras das mais variadas proveniências – do poema, à música, passando
pelo teatro, pela dança e pelas artes visuais – que serão as estrelas,
os marcos, de uma conversa-caminhada que faremos em conjunto para
compreender como é que estas trazem em potência a configuração de
caminhos futuros e uma consciência do momento presente. Caminhos que
passam pelo que convencionalmente podemos entender como arte mas que
interessam acima de tudo à vida que tecemos em conjunto.
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